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CRÍTICA | A Biblia (2013)

Por Bárbara Sobral •
terça-feira, 24 de junho de 2014
Título: A Bíblia - A minissérie épica. 
Ano: 2013
Temporada: Minissérie
Gênero: Religioso
Duração: 120 minutos.
Episódios: 10
Status: Concluída
Emissora: History Channel
Emissora Brasileira: Record. 
Direção: Crispin Reece, Tony Mitchell e Christopher Spencer.
Roteirista: Richard Bedser, Alexander Bedser, Adam Rosenthal, Christopher Spencer, Colin Swash e Nic Young.
Elenco: Diogo Morgado, Darwin Shaw, Sebastian Knapp, Greg Hicks, Amber Rose Revah, Roma Downey, Fraser Ayres, Gary Oliver, e muito mais.
Sinopse: “A Bíblia” terá cinco episódios, com duas horas de duração cada, onde serão contadas duas ou três passagens bíblicas. Veremos retratadas as histórias de Sansão e Dalila, Adão e Eva, o êxodo dos judeus, e o nascimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Para a produção, foi utilizada a nova versão internacional da Bíblia.



A Bíblia, na atualidade, através dos nossos olhos.
Essa minissérie chegou para mim através do filme 'O Filho de Deus', que fiquei muito curiosa em assistir, curiosamente foi lançado no Brasil na Semana Santa. Pesquisando sobre o filme descobri que ele era derivado de uma série de grande sucesso, que teve até um livro lançado. Com a minha ótima memória - só que não! - me recordei que havia visto algumas notícias sobre e tinha achado interessante o trabalho produzido, mas só agora tive a oportunidade de assistir ao filme (ao qual farei a resenha) e, viciada, assisti a minissérie em menos de três dias e comprei o livro - Sim, sou desse tipo de fã. 
E não é para menos! Temos aqui um trabalho estupendo em todas as áreas de produção, podemos sentir a dedicação, amor e respeito da equipe com esse belíssimo trabalho. 

Normalmente, os filmes e séries bíblicas focam em um personagem ou momento particular da história, essa em particular tenta focar nas principais histórias que precedem Jesus, e brevemente, trabalha com algumas após a sua ressurreição, o que é muito raro de acontecer. 

A minissérie foi dividida em 10 episódios cada um com uma hora de duração, que você não sente passar. É um pouco difícil falar dessa minissérie, pois para mim ela foi qualidade A+ em todos os quesitos. O trabalho do elenco, principalmente de Diogo Morgado, Darwin Shaw e Gary Oliver, foi exemplar desde o elenco principal àquele figurante no canto esquerdo da tela, do primeiro ao último episódio. 


O trabalho cuidadoso do roteiro a tratar de cada um dos temas explorados nos episódios é suave e delicado, explorando dados recém descobertos e indo além daqueles que já vimos e revimos em antigas produções. Outro detalhe muito interessante: aqui não há divisões entre o bem e o mal. Temos a figura do demônio, encapuzada, escondida nas sombras como demonstração de tentação, perigo e o mal, como temos a figura dos romanos - e de todos que se encontram do outro lado - mas em nenhum momento os vemos como os seres malignos, e sim, como pessoas, que se vem como Herói de suas próprias histórias, com suas próprias crenças e culturas. Prestem atenção na cena do episódio 1x08 em que temos um paralelo belíssimo da oração na Santa Ceia e no lar de Pilatus. Minha única reclamação é que poderiam ter explorado mais a história de João Batista, não sei o motivo, mas ele é mostrado muito brevemente e mencionado algum tempo depois, mas na minha visão, ele poderia ter tido um episódio apenas dele, mas acredito que por motivos criativos, de tempo e escolha, a história dele acabou ficando de lado para dar espaço a outra história menos explorada em outras produções. 

A equipe de produção trabalhou magnificamente na escolha dos locais de filmagem, uma paisagem mais bonita do que a outra, mostrando bem os costumes, crenças de cada povo, questões culturais, idioma e as divisões sociais. Detesto dar spoilers de sequencias, logo tentarei ser discreta, mas uma ressalva a cena do 1x10 da oração dos apóstolos de Jesus. Apenas direi isso: BRILHANTE.



A trilha sonora é toda instrumental, delicada e sutil, apenas a notamos nos momentos cruciais das tramas a nos embalar na história como uma canção de ninar. Os efeitos especiais são competentes nos momentos utilizados, gostei muito de como ele mostraram as 'chamas' que ecoam a voz de Deus, o fogo que não queima os três cristãos e todas as cenas da ressurreição, apenas isso: detalhe especial para as mãos.

É difícil falar sobre os personagens em uma série bíblica, naturalmente, lendo as sinopses dos episódios você saberá que personagem bíblico é aquele e a sua história. O que me arrebatou nessa minissérie/filme foram as atuações profundamente emocionais, respeitosas e dedicadas. Sabe quando o ator nasce para interpretar aquele papel? Então, isso aconteceu com vários deles nessa minissérie. Já assisti muitas produções sobre a história de Jesus, mas nenhuma, repito: NENHUMA, me comoveu tanto como essa, e é totalmente pela dedicação e respeito que pode ser notado em cada detalhe dessa produção e principalmente, pela atuação de Diogo Morgado tão delicada, humana e respeitosa. Não consigo, em particular, destacar um momento, ele está incrível em todas as cenas, mas, prestem atenção, ouso dizer que os seus maiores momentos se encontram nos episódios 1x07 e 1x09. Não nego, ele foi o meu principal motivo para acompanhar essa minissérie, mas depois, acabei descobrindo vários outros, aqui destaco principalmente as atuações de Darwin Shaw e Gary Oliver de um trabalho expressivo e sútil que merece muito nossa atenção, não apenas nesse trabalho, mas, nos futuros também.    


Vale comentar, como disse, cada episódio trata de um determinado momento da história bíblica, e é dividido desse modo:
01. In the beginning: "Noé é salvo da ira de Deus, acompanhe a saga de Abraão até a Terra Prometida."
02. Exodus: ''Moisés, um menino hebreu criado pelos egípcios com a ajuda de Deus decide libertar o seu povo da escravidão de Faraó.'' 
03. Homeland: ''Josué conquista Jericó, Dalila trai Sansão,os israelitas combatem os filisteus, Samuel unge Davi rei, um movimento que poderia jogar o país em uma guerra civil; Saul é consumido por ciúme quando Davi derrota Golias, o rei Davi inaugura uma era de ouro.''
04. Kingdom: ''Davi é seduzido pelo poder e desejo de Bate-Seba, Deus perdoa Davi, e seu filho, Salomão, constrói o templo de Deus em Jerusalém.''05. Survival: ''Os judeus são escravizados na Babilônia, Daniel é jogado na cova dos leões, mas quando a sua fé permanece e Deus poupa-lo, os judeus são autorizados a retornar a Jerusalém.''
06. Hope: ''O anjo Gabriel diz a Maria que ela dará à luz um filho, Jose leva Maria para Belém,onde Jesus nasceu, a família Santa escapa por ordem de Herodes para matar bebês do sexo masculino de Belém, Judéia vem sob o domínio cruel de Pilatos, João batiza Jesus.''07. Mission: ''Jesus alimenta a multidão da Galiléia, e traz Lázaro um homem morto de volta à vida, Jesus entra em Jerusalém montado em um jumento, com a declaração de que ele é o Messias.''
08. Betrayal: ''Caifás convence Judas a trair Jesus, Jesus lança os discípulos em tumulto na Última Ceia, Jesus é preso e condenado à morte.''    
09. Passion: ''Pedro nega Jesus e Judas se enforca, os clamores da multidão para a morte de Jesus, Jesus é crucificado, mas quando Maria Madalena vai ao túmulo, uma figura caminha em sua direção.''10. Courage: ''Paulo tem uma visão e experimenta uma mudança milagrosa da fé em uma viagem para Damasco, João recebe uma revelação, Jesus está voltando, e todos os que guardam a fé será recompensado.''
É uma minissérie delicada, sútil e profunda, produção da History Channel, não poderia se esperar menos.
Fico no aguardo deles continuarem a minissérie, quem sabe, tratando da parte do 'Apocalipse', uma parte da bíblia tão delicada, pouco tratada e que merece muito ser produzida, ainda mais por um respeitoso e competente como o History.
Emocionante a cada episódio, levanta questionamentos morais e espirituais, independente de suas crenças. Isso eu garanto: Vale cada minuto. Recomendo essa série a todos os públicos. 



Melhor episódioTodos, é claro. Mas para mim, o melhor foi 1x05, 1x09 e 1x10.
Valeu cada segundo do meu belo dia: 1x01, 1x02, 1x03, 1x04, 1x06 e 1x08.
#NotAmused (Poker Face): 1x07 (só por não terem explorado a história de João Batista, como deviam.)
Podia ter dormido sem essa, né?: Eba! Estrelinha brilhante para "A Bíblia''.

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CRÍTICA | Crush (2013)

Por Bárbara Sobral •
quarta-feira, 21 de maio de 2014


Título: Paixão Mortal 
Título Original: Crush
Gênero: Suspense

Ano: 2013
Direção: Malik Bader
Roteirista: Sonny Mallhi 
Elenco: Lucas Till, Crystal Reed, Sarah Bolger, Caitriona Balfe, etc.  
Sinopse: A paixão de uma admiradora secreta por um atleta popular do colégio tem um desfecho trágico.


A Linha Tênue entre a Paixão e a Obsessão. 

Preciso confessar, esse filme me surpreendeu - e dificilmente isso acontece.
Eu não dava absolutamente nada por 'Paixão Mortal', o trailer era legal, mas já vi muitos trailers legais de filmes não tão bons como pregavam, assisti apenas por não ter nada mais interessante a fazer - mentira, com certeza eu tinha algo melhor a fazer, mas whatever ... - e porque no elenco tem Crystal Reed (Alison Argent da série sobrenatural 'Teen Wolf') e olha, mordi minha língua.
Imagine minha pessoa, ao fim do filme, se arrependendo amargamente por ter demorado a assistir esse filme. Pois é. Foi isso que aconteceu. E digo mais: saí recomendando esse filme a torto e direito.  

A sinopse não conta muito do filme, o que é bom - e não.
Recomendo que assista ao trailer - na realidade, SEMPRE assista aos trailers.
Muitos podem desistir de um filme bom, pois a sinopse é fraca.
Sinopse é só uma parte de um todo de uma história. Você pode acreditar totalmente no que uma sinopse conta, mas acredite, só histórias óbvias revelam tudo desesperadamente em sua sinopse; histórias únicas sempre guardam o melhor a 7 chaves. 

Entenda, esse é um filme de suspense, o quanto menos se disser em sua sinopse e trailer, melhor.
No entanto, essa sinopse te faz pensar que esse é mais um filme bobo, tipico adolescente com uma pitada de suspense, mas que tem um final óbvio, mas não é.
O trailer vende bem o filme, e principalmente, o final. Eu garanto, você não vai acreditar no que acontece nos últimos 20 minutos! Você estará tão envolvido na história, com diversas certezas jogadas através de pistas durante toda a película que você vai ficar os últimos 20 minutos com o queixo caído, pois o que acontece NÃO passa em nenhum momento em sua cabeça como possibilidade. Garanto! Essa reviravolta foi esperta e bem desenvolvida. Por ser um filme de suspense, você deve esperar por muitas mortes, tipicas nesse gênero, já aviso, que isso não ocorre em 'Paixão Mortal'. Mesmo sendo um filme de suspense, o gênero trabalha com a trama psicológica, muito em foque atualmente, logo não havendo mortes para assombrar os personagens a todo tempo, e sim, ocorrências atípicas e perturbadoras, que podem levar a fatalidade. A película trata o tema com delicadeza e respeito, pode não explicar claramente a doença que assola o psicopata - um dos poucos erros de roteiro do filme -, um tipo de esquizofrenia, contudo isso não atrapalha em nada no entendimento total da história, principalmente pela primeira e última cena do filme que unidas explica cuidadosamente o (des)limite dessa patologia.  

O tema 'paixão' e 'stalkear' são as grandes temáticas do filme e foi explorado em diversos tipos, níveis e patologias. As grandes questões do filme são: Até quando 'seguir' a pessoa que você gosta é normal? Até que ponto esse 'stalkear' é saudável ou se torna doentio?
Em um mundo de redes sociais, que se você permitir, saberemos cada passo, interesse e pensamento seu, se tornando assim a par da vida de seu melhor amigo, daquele parente e colega de turma é fácil, do seu paquera então, que vai ser um ato natural de interesse e busca, mais ainda. Até quando limite é necessário?

O filme mostra 5 relacionamentos diferentes vividos pelos personagens Bess (Crystal Reed), Scott (Lucas Till), Jules (Sarah Bolger), Andie (Caitriona Balfe) e Jeffrey (Reid Ewing) e em todos neles, vemos a inocência, o fascínio, a curiosidade, paixão e o interesse. É perturbador assistir a tímida e introspectiva Bess a observar na hora exata a sua paixão Scott correr na sua rua, ver como ela guarda cada detalhe dele com olhos de apaixonada em um quadro, o seguir em redes sociais se sentindo parte de sua vida, mas, ele nem sequer sabe que ela existe. Bem familiar com a vida de qualquer adolescente apaixonada, não acha? Tirando o fator psicopata. Jules é a garota dos olhos do filme, não é explorado muito sobre a personagem, mas o pouco que é mostrado da a entender que ela é uma jovem inteligente, boa e impulsiva. Tem um relacionamento com o protagonista de vai e vem, que falta apenas compromisso para se tornar algo oficial.
Jeffrey é o garoto tímido que faz coisas estranhas - e perturbadoras - para atrair a atenção de sua musa, Bess, no fundo, ele não sabe como agir. Já Andie é uma jovem adulta, divertida e descolada, dona da loja de discos que Bess trabalha, que está interessada em seu colega de trabalho, ansiosa para que ele de o primeiro passo na pseudo relação deles. A partir desses planos de relacionamento, vemos a paixão e romance jovial, e como algo saudável pode se transformar em algo doentio e fatal. 


Do elenco, preciso dizer que Crystal Reed (gif acima) está ótima em seu papel de introvertida e tímida garota nova na cidade pequena que se apaixona perdidamente pelo bom moço mais popular do colégio. Reed está excelente, ela que em 'Teen Wolf' vive uma personagem instável e insossa, com falta de carisma e personalidade - e que pouco me agrada -, nesse filme, o papel lhe cai como uma luva fluindo do mocinha fofa a garota assustadoramente apavorante. Ressalva ao ator Reid Ewing, que como Reed, também interpreta um ótimo personagem introspectivo e atípico, fazendo até mesmo duvidar da sanidade mental de seu personagem. Quanto ao resto do elenco, tanto Lucas, quanto Sarah interpretam bem o que lhe pedem, e confesso, que Caitriona Balfe poderia ter aproveitado melhor as camadas de sua personagem Andie, mas a atriz não alcança as minhas expectativas, mas também não causa decepção.

O roteiro foi bem escrito, pode não ser uma grande ideia original, mas flui muito bem entre a consequência e o envolvimento a cada nova cena, trata de um tema delicado com cuidado, as apresentações dos personagens são bem maliciosas, lhe mostrando sempre que há algo de atípico por trás daquele sorriso doce do personagem e o roteirista não esquece de fazer com que o telespectador seja parte da trama, o auxiliando a descobrir quem é que está por de trás de todos os acidentes com pessoas em torno de Scott. 
A trilha sonora não é tão boa como poderia ser para um filme atual e jovem (exemplos de trilhas sonoras ótimas de filmes jovens: 'Eu sou o número quatro', 'Crepúsculo', 'Dezesseis Luas' e 'Austenlândia'.), no entanto, faço uma ressalva para a cena entre Scott e Bess em que eles dividem um gosto musical em um encontro inesperado, foi uma escolha interessante. 

Gostei muito do filme - é claro! 
Recomendo a todos que gostam de um bom e despretensioso filme de suspense psicológico - ou que estejam sem algo bom para assistir e fazer.
E é claro, quando você terminar de assistir, vai se questionar se aquela espiadinha na vida do seu paquera é uma curiosidade natural ou uma 'paixão mortal.' ou quem sabe, futuramente, se tornar uma fatal crush

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