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CRÍTICA | Chicago PD (Season 02) • 2x04 - Chicken, Dynamite, Chainsaw

Por Bárbara Sobral •
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
OLHA, O FORNINHO CAINDO!


JAYLICIA ESTÁ VIVO O/
Motivo suficiente para ganharmos um episódio tranquilinho, sem explorar o emocional dos personagens e enfartar o público com a possibilidade da morte de um dos boy magias da série. Entretanto, vocês sabem o que dizem: Depois da calmaria sempre vem a tempestade - ou é o contrário?

Duas adolescentes desapareceram e a equipe sabe que precisa correr para encontrá-las. Halstead, Antonio e Lindsay investigam um cortiço, o que lhes dá uma pista necessária. Voight traz o pai de uma das garotas para a delegacia para conseguir respostas.
Como sempre, o caso da semana teve um desenvolvimento muito bom, principalmente porquê a sensação latina Antonio estava na equipe principal do caso - junto com Jaylicia e Queen Erin. Gostei de Voight ter ficado nos bastidores, isso deu a chance ao trio liderar uma missão e, de termos uma ideia de como seria a Inteligência sem o Voight por perto. Para quem viu o teaser do próximo episódio já entendeu o porquê dessa jogada, não é? Se não, espera a próxima resenha da série que vou explicar detalhadamente!

Por não ser um episódio de intervalo entre os enredos centrados em explorar os personagens principais , tivemos um foco no caso da semana, que foi muito interessante e envolvente, principalmente por se tratar de Família, o que fez um link direto a Voight, que aqui, serviu como um caminho para a apresentação dos próximos enredos determinantes dessa primeira parte da temporada que vai envolver Voight, e finalmente, Antonio e é claro, a chance de explorar um pouco o elenco secundário que, costuma ficar apagando quando o Bonde passa pela série.


IHH, deu ruim tia!

Já comentei isso: Burgess precisa de desenvolvimento na série, além de ser a namoradinha do Ruzecszi (não sei o nome dele MESMO) e esse episódio ajudou para demarcar a sua posição na corporação antes de ser namorada do rapaz que fica lindo de blusa vermelha. O bom disso é que conhecemos um pouquinho mais do Romano que, para mim, parece estar com Burgess anos graças à ótima química que ele tem com a atriz. O trabalho deles foi bem chatinho, graças a adorável Sargento Prato, mas Dick Wolf sabe transformar aquilo que é chato em algo surpreendente, e com uma reviravolta não esperada, o caso dos GI Joe de Chicago conseguiu se igualar com o caso foco do episódio. Acredito o caso não concluído comentado por Romano será explorado no futuro, com isso acontecendo, definitivamente, veremos os dois ganhando foco na Inteligência, e Burgess tendo a chance de mostrar o seu valor a Voight. Quem sabe conseguindo mostrar ao voz sensação da série que ela pode ser parte da equipe, mesmo sendo namorada de um dos seus funcionários.

Estava odiando a ausência de Antônio nesse princípio de temporada, mas como apontei nas últimas resenhas, isso era um sinal de que ele teria um enredo central antes que conseguíssemos dizer: VOIGHT-CASA-COMIGO-SEU-MARAVILHOSO! Nesse episódio essa ausência é explicada com a apresentação de dois enredos para o personagem: o primeiro sobre a separação com a sua esposa, ter que seguir com a vida se separando da sua família vai ser um baque considerável para Antonio que sempre foi um pai e marido exemplar. Dá para ter uma noção disso com a filha dele cruzando a cidade apenas para encontrá-lo e colocar os pontos nos i's. A garota fez um drama digno de uma peça Shakespeariano que eu pensei que o irmão dela tinha sido sequestrado - de novo, mas não, ela estava apenas reagindo a ouvir a sua mãe falando sobre a separação com seu pai, e é claro, como toda adolescente, ela não reagiu bem a isso. O segundo enredo de Antonio, e o mais preocupante, é o seu trabalho noturno como segurança particular de uma turminha da pesada, seu chefão, tem uma esposa linda e doida por um latino, que já mostrou que vai ser uma dor de cabeça para Antonio. Vai dar treta isso, mano!

Agora vê se pode? Eu, na flor da adolescência, avô!


GENTE, VOIGHT VAI SER VOVÔ!
Tem coisa mais fofinha do que essa? Tem, eu ser avó!
Adorei esse enredo por motivos de: FINALMENTE vamos saber um pouquinho mais da vida do Voight que é mantido há 89 chaves. Olive parece ser uma boa garota, o modo simples que ela chegou até Voight me deu uma sensação que ela não está buscando apenas Justin, mas também um apoio maduro para trilhar esse caminho. CONTUDO, esse enredo repentino não me cheira a uma história de um episódio só e eu só acho que Voight deve reforçar as trancas de sua casa porque sinto cheira de treta - de novo! -, mano! E vocês sabem como funciona aqui? Mexeu com Voight sensation, mexeu comigo!

SIM, eu vou falar do casal mais lindo da televisão americana Jaylicia e Rainha Erin. Pelo amor de Deus! Alguém tranca esses dois em um quarto e deixa rolar? Eles tem uma química tão boa de assistir, que poderiam ter uma cena cozinhando biscoitos e eu ficaria choramingando por tão amor que eles são, juntinhos! Durante o caso, podemos ver como eles funcionam bem como equipe. Quase morri com a cena da guria sendo atirada pela janela e a Erin se enfiando no meio do confronto para proteger a jovem. E o Jay perguntando se ela estava bem? Não é um lindo?
Nada mais justo que eles terminarem o episódio apostando quantos pontos fazem no teste de tiros. O encontro perfeito para o não casal mais amor amor! Eu quero MUITO que eles fiquem juntos. Eu sei que vai dar treta no trabalho. Voight vai pirar! MAS, meu amor, BURN, BABY, BURN! Quero ver a série pegar fogo. Jaylicia tá soltinho no mundo e Erin mandou Severide voar. Para mim esse é um sinal claro de que: VAI ROLAR! Deixa a treta rolar! Aproveitem que tem o Rosquinha e a Burgess como casal secundário sofrendo bullen do Voight, façam um abaixo assinado, façam passeata #VEMPARAARUAGENTE #VEMLUTARPELOAMOR



Mesmo sendo um episódio complementar, 'Chicago PD' não perdeu o folego apresentando um episódio redondo com sutis pontas soltas que poderão ser exploradas ao longo da temporada e deixar seu público mais envolvido a série, como um personagem observador de toda a trama e não separados por uma telinha.



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CRÍTICA | Chicago PD (Season 02) • 2x02 - Get My Cigarettes

Por Bárbara Sobral •
sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ninguém me entende aqui! #chateado #bolado #voltarparaChicagoFire 


Após o ótimo season premiere, Chicago PD entrega ao seu público um episódio muito bom, com um caso semanal envolvente e um cliffhanger impactante.

Com uma temporada encomendada e o dever de fazer bonito como seu colega 'Chicago Fire', a série policial de Chicago tem o trabalho de seguir um padrão interessante de episódios, casos e personagens e, a cada novo episódio, busca apresentar um diferencial das zilhões de séries policiais que estão no ar.

O grande interesse do público nessa semana era sobre a preocupante situação envolvendo Jaylicia, mas isso foi deixado de lado assim que o caso da semana foi apresentado como o verdadeiro foco da semana, eu fiquei com um pé atrás. Aguardava a todo segundo que alguma coisa fosse explodir ou um piano fosse desabar na cabeça do nosso Jaylicia. Quero acreditar que essa era a ideia inicial. Deixar o telespectador na ponta da cadeira desesperado para proteger o nosso adorável detetive. Eu, pelo menos, fiquei o episódio inteiro assim. No fundo descobrimos que Jay não estava preocupado com a sua cabeça a prêmio. Como ele mesmo disse, como policial você deve estar acostumado a ter sua cabeça a prêmio, contudo quando ele encontra sua casa, que deveria ser seu refugio de segurança, revirado, ele percebe que o buraco é mais embaixo e que, algo precisa ser feito antes que seja tarde demais e ele não bobo de deixar a chegar a esse ponto.

Parem de show! Assina os papeis da adoção, Voightelindo <3


Os assassinatos que, seguiam um padrão metódico e frio, no melhor estilo serial killer: um corpo desfigurado por um tiro de espingarda com uma nota de dinheiro grampeada em seu peito travou uma pressão na equipe, pois os mortos eram amigos de infância de Voight. Fiquei arrasada por Hank. Ele pode ser um policial sujo, tem suas próprias leis para conseguir o que almeja e considera certo, entretanto, ele não é um homem ruim. Ele sentiu a perda de um amigo e, não tinha ninguém de sua confiança para conversar. uma das pessoas mais importantes para ele, após a sua revelação na season premiere se distanciou, com razão, mas isso não quer dizer que Hank não sentiu. Voight não é do tipo que desabafa com seus colegas, mas nesse episódio, eu senti que ele precisava do apoio de alguém que, era Erin; ela seria a pessoa ideal para isso, mas mostrou-se distante dele. Ela é dura e fria, mas senti que sua atitude foi mais por decepção e, ela tem todo o direito por isso.

Como apresentado no último episódio, Erin e sua mãe tiveram segmento nesse episódio, bem mais cedo que eu esperei. Honestamente, minha cabeça continua um nó sobre a sua história familiar. Ela se afastou da família porquê eles a abandonaram em um momento difícil, como Erin acusa ou simplesmente toda essa raiva surgiu após problemas com bebida e drogas? Entendo a indiferença de Erin. Ninguém tem o direito de surgir em sua vida do nada, pedindo compreensão e uma happy family quando você ainda não encontra-se pronto para perdoar. Em nenhum momento senti pena da mãe de Lindsay, achei o seu discurso típico de um ex viciado que, não merece de cara perdão.
Minha antipatia por ela cresceu muito quando disse que Hank não era família de Erin e sim, ela. Tenho certeza que se Erin estivesse em uma boa relação com Voight ela teria dito que ele foi muito mais família para ela que qualquer outro que tenha seu sangue, mas como ela encontra-se irritadinha com o chefe, o silêncio foi sua resposta, mas espero, ansiosa, que ela dê um fatality em sua mãe quanto a esse discurso.  Tinha que haver algo por trás dessa aproximação. Sempre há. Quando o pretendente mauricinho de sua mãe surge, dá para ver pela expressão de nossa detetive o tão decepcionada ela encontra-se e também, de volta ao seu castelo de gelo, no melhor estilo 'Let it go'.  Erin não é boba. Duvido muito que ela não saiba nada sobre a trajetória de sua mãe até o momento. Garanto que esse é apenas o inicio para uma reviravolta de eventos que vai comprovar a Erin que ela está no lugar certo e que, Hank fez coisas ruins, mas ela foi um dos grandes acertos do meu Voightelindo <3 Importante ponto sobre o caráter de Erin: ela ajudou Nadia com o seu vicio, sem esperar nada que responsabilidade e força como retorno e conseguiu - até o momento - ajudá-la. O que isso mostra de sua relação com sua mãe? Será que ela tentou e falhou em ajudá-la ou ela nem se quer ousou ajudar por problemas do passado e tenta corrigir seu erro com outra pessoa? Será gente? Será que teremos respostas sobre isso?

O desenrolar do caso da semana foi um mar de reviravoltas. Tinha tudo para ser mais do mesmo, mas NOPE! Estamos falando de Dick Wolf, o cara sabe surpreender quando quer! Se você apostava em um assassino, era logo mostrado que não podia ser ele, então outro surgia e de repente, outro corpo, uma outra situação complicada e quando você via, BANG, era a pessoa menos possível em todas as suas hipóteses. Alguns dizem que isso é clichê, mas não acho, pelo contrário, é uma ótima fórmula de aproximar o telespectador ao personagem, pois acaba que nos colocamos no mesmo patamar que eles e, juntos tentamos decifrar o que aconteceu. Uma técnica velha, mas que funciona com eficácia.
Palmas para o assassino da vez. O ator não só mostrou sua instabilidade mental, como trabalhou o personagem com uma dureza e frieza que impressionou não apenas os personagens, mas deixou um impacto no público. O que a mente do ser humano é capaz de fazer?
Ressalva para a excelente cena de perseguindo, principalmente com aquele motherfucking train brotando do Tártaro!

Não tô sendo paga para isso, sabia?

Amei a interação Jaylicia e Queen Erin! Gosto dessas cenas que mostram a amizade entre os personagens. A amizade, respeito e carinho que um tem pelo outro vem em primeiro lugar. Não noto da parte de nenhum deles ciúme e, sim, preocupação, como um amigo teria.
Sobre o provável relacionamento: Eu quero saber até quando eles vão ficar nesse vai-não-vai. Se tem um tipo de relacionamento que odeio é a la Scully e Mulder. Sério, vocês se amam, fiquem logo e parem de encher meu saco com esse doce aí! Então, acho assim: se for para ter tretas amorosas, que tenham logo ou sossegam a Queen com o Severide!
Voight deixou bem claro que não quer Jay passeando pelo coração de Erin, por motivos de: ele não quer e eles trabalham no departamento dele. Ele não aceita relacionamentos no meio do trabalho. Está certo. Veja o caso do Ruzek e Burgess. Se ela trabalhasse na Inteligência, os dois não poderiam ficar juntos, Voight deixou isso como indireta para ela quando explicou o motivo de não tê-la escolhido. O que aconteceria com o casal chuchu de Chicago PD? Ou terminariam sem tentar ou ficariam namorando as escondias, o que ia dar um lenga-lenga. Isso é o que está acontecendo com Jay e Erin. Eles levam a profissão deles em primeiro lugar. Relacionamento é secundário. Jay tem suas diversões e Erin tem o Severide (maravilhoso, tentação do horário nobre, sensação dos olhos esverdeados) que, pode ser um relacionamento duradouro, que vai sempre ligar uma série a outra ou, pode acabar para que Erin siga em frente com Jay. No momento, eles sabem que seriam bons um para o outro, mas pelo trabalho, vale mais manterem separados. Quem sabe um dia isso mude e, com certeza, Voight e o trabalho não serão os únicos problemas.

Cliffhanger é coisa do passado agora a moda é emoções para todos os lados ♪
Com esse pensamento deixo bem claro como me encontrei ao fim desse episódio: Forninho no chão, coração na mão. Arrasada me encontrei e agora tenho que esperar até semana que vem para saber o que vai aconteceu e estou muito preocupada com as consequências desses eventos na vida de Jay. Não acho justo, tá? Tá!
Hoje estou de bom humor, logo não tenho muitas reclamações: estou esperando uma interação maior de Antonio, ele continuou apagado nesse segundo episódio e não gostei disso, pois de duas ou uma: ou é erro de roteiro ou ele vai ter um enredo fatality master no futuro, pois isso estão deixando ele quietinho. Nada de Burgess também, o que foi bom para não ficar melando ela com Ruzek toda hora, mas senti falta dela perambulando pela série.

Seguindo a sua qualidade esperada, Chicago PD apresentou um segundo episódio ótimo e envolvente, sem deixar de lado seus principais enredos, ainda concluindo com um cliffhanger digno de Season Finale capaz de deixar seu público vidrado de curiosidade até o próximo episódio. Fico na torcida que o próximo episódio não me decepcione e que Jaylicia continue sendo uma delicia, vivo, é claro.

Até a próxima!
Bang, bang, mates!


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CRÍTICA | Chicago PD (Season 02) • 2x01 - Call it Macaroni | Season Premiere

Por Bárbara Sobral •
sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Voight isn't amused at all! 

Despretensiosamente, Chicago PD chegou na grade de séries americanas e encontra-se estabilizando como uma das melhores séries policiais da atualidade. Na última temporada que, você pode ler a minha resenha aqui, tivemos uma reviravolta de eventos no Season Finale que deixaram claro que a posição de Voight seria questionada pelos seus chefes da Internal Affairs e funcionários, não esquecendo que Halstead e Antonio tem vários pés atrás sobre o chefe, Jin foi assassinado e Edwin Stillwill mostrou que enquanto Voight estava trazendo o açúcar, Stillwill já estava com o bolo pronto.

Sem grandes surpresas, a series premiere iniciou do ponto BOOM que fomos deixados na Season Finale. O grupo está adaptando-se a perda de Jin, é o primeiro dia de Nadia, Burgess ganhou um novo parceiro e Atwater está sua nova posição. Além disso, tivemos a conclusão dos assuntos da última temporada e a abertura de vários enredos que irão ser desenvolvidos. 

Sem delongas os roteiristas não enrolaram e solucionaram com os assuntos passados numa taca só. O caso de Jin que, poderia ter sido aproveitado por mais alguns episódios, ainda mais por envolver um colega de equipe e isso sim, afeta o andamento emocional, mas uma reviravolta acabou dando todas as respostas nas mãos de Jay que teve que decidir se Voight era confiável o bastante para carregar o peso daquelas informações ou se ele deveria dar um jeito por conta própria. O desenrolar dessa situação foi ótimo para o envolvimento dos personagens, mostrando que Jin confiava em Jay o suficiente para lhe entregar provas que levassem ao culpado de sua até, então, sua provável morte. Eu não gostei nadinha de Jay ter entregue o pen drive ao Voight, por mais que eu adore-o ele não vale nem 10 centavos, basta olhar para o seu cofre abarrotado de provas e dinheiro. Adivinha onde está o pen drive agora? Depois de olhar aquele cofre cheguei a conclusão que só alguém mais podre que Voight para conseguir ferrá-lo.

Por que eu amo o Voight?
Por motivos de Jason Beghe. Eu amo esse homem. Ele trabalha muito bem, tem presença, entrega-se ao personagem, tem uma ótima química com seus colegas de elenco e é claro, aquela voz. Alguém poderia mandá-lo gravar TODOS os audiobooks possíveis? De nada, mundo. 
Falando especificamente de Voight, eu gosto dele ser um personagem cinza. O que é um personagem cinza? É um personagem que não é nem bom, nem ruim. De acordo com suas necessidades, ele anda dos dois lados. Voight é um homem muito bom, mas é melhor sendo ruim.  
Nesse episódio Voight mostrou isso claramente. Ele cedeu a chantagem de Edwin e não iria entregá-lo, mas então, ele conversou com a mãe de Jin, resolvendo fazer a coisa certa, sem nem ter a obrigação disso, ele até ajudou o pai de Jin a pagar suas dívidas com jogos. Se essa ajuda foi por ter um grande coração, não saberemos, pois ele utilizou disso também por outros motivos. Voight é tão podre quanto Edwin, mas ele ainda sabe diferenciar o bom do ruim, o certo do errado e, enquanto isso perdurar, teremos um líder forte a proteger e cuidar de Chicago, mas e se o poder subir a cabeça de Voight novamente? Esse seria um grande enredo para o futuro da série.

O caso da semana começou sendo um assalto por causa de dinheiro e terminou sendo por um motivo completamente diferente. Eu gosto assim. Gosto quando o roteirista mexe, manipula e transforma a história em algo completamente inesperado pelo personagem, logo o telespectador.
Esse caso mexeu com todos os personagens, principalmente Olinsk, Antonio e Jay. 
Pode ser só uma sensação, mas sinto que nessa temporada Antonio será mais aproveitado como um líder, pois no fim da temporada passada já estava indo por esse caminho, acredito que essa deve ser a grande jogada, até mesmo para uma nova abordagem em relação a Voight. 
Não machuquem o meu bebê!

Agora vamos falar sobre o Jaylicia. Sério, mexam com o Antonio, o Ruzek até mesmo com o Voight, mas não com o Jay. Ele fez o seu trabalho, matou o bandido, só não esperava que sua cabeça fosse colocada a premio, mas exatamente, 100 mil dólares. Eu posso estar errada, mas Chicago PD mostrou na temporada passada que seus enredos duram, no máximo, três episódios. Sinto que esse será o caso desse plot para Jay, ainda mais pela quantidade de dinheiro envolvido. Imagine quantos bandidos e policiais corruptos irão brotar querendo a cabeça do até então simples e comum policial de Chicago? 
Uma coisa eu garanto: Isso vai dar em uma treta sinistra!

Pode ter sido rapidamente, mas eu surtei com o final apresentando a mãe da Lindsay. Gente, o que aconteceu com a família dela? Erin tem um passado difícil, me questiono: como sua família lidou com isso? Será que eles foram causadores ou pior, não a resgataram da escuridão em nenhum momento? O modo que a Erin reagiu com a mãe, grossa e seca, sem o menor carinho e muito menos se importando com a novidade que sua mãe estava tentando lhe contar durante todo o episódio apenas mostrou a ruptura enorme que ela tem com sua família, logo, tem muita história a ser contada e uma família a ser reconstituída. Espero que a família dela seja explorada ao decorrer da série, pois sinto que Erin é muito sozinha, como Severide (Chicago Fire) diferente de todo os seus colegas na equipe lhe dar uma família e amigos é mais que merecido para a nossa Baby Erin. Além do mais, Sophia diva merece arrasar com enredos dignos de uma Queen, né, mates?

I feel you bro!

Não preciso falar que shippei todas as cenas de Jaylicia com a Baby Erin, principalmente a cena deles na cozinha do escritório, novamente, pegando café e conversando sobre o trabalho e a vida amorosa de Jay. Quando será o dia que ela vai entrar naquela cozinha e eles vão ser um casal? Espero que logo, tá Nick? Tá, Bárbara!
Não vamos falar sobre Severide, não quero traí-lo nessa resenha!



Falando sobre outro casal amor amor: Ruzek e Burgess foram muito lindos na única cena que tiveram juntos, mas não curti muito ter ficado no ar que, talvez, o novo parceiro de Burgess pode vir a ser um futuro par romântico para a nossa policial teimosinha. É esperado que Burgess corresse atrás para entender o porquê do 'Romano' não ter mostrado nenhuma simpatia por si, entretanto, ficou um clima no ar quando o verdadeiro motivo para o desgostar existir. Só aviso que: NÃO BURGESS! Sossega com Ruzek que você sofreu muito para conseguir essa fofura de homem, tá? Novamente, tá!

Adorei o retorno da série, fez jus a season finale e manteve a estabilidade apresentada na sua estreia na grade americana. Agora fico na torcida para que essa temporada seja tão boa quanto à anterior. 
Semana que vem, teremos mais daquela voz maravilhosa do Voight!
Por hoje é só, mates!
Bang, bang para vocês!

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CRÍTICA | Chicago PD • 1º Temporada (2014)

Por Bárbara Sobral •
terça-feira, 3 de junho de 2014
Título: Chicago P.D
Ano: 2014
Temporada: 1º 
Gênero: Policial
Duração: 42 minutos.
Episódios: 15
Status: Renovada para 2º Temporada | 2014
Emissora: NBC
Emissora Brasileira: Universal Channel - Toda terça feira, às 23 hrs.
Direção: Mark Tinker, Sanford Bookstaver, Karen Gaviola, etc.
Roteirista: Dick Wolf
Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush, Jesse Lee Soffer, Patrick John Flueger, Archie Kao, Elias Koteas, e muito mais.
Sinopse: Do produtor Dick Wolf e do time de Chicago Fire, este spin-off acompanha os homens e mulheres do Distrito 21 da polícia de Chicago, que se colocam na linha de fogo para proteger a comunidade. A delegacia é composta por dois grupos: os guardas uniformizados, que patrulham as ruas da cidade; e a unidade de inteligência, responsável por combater os grandes crimes — organizado, tráfico de drogas, assassinatos importantes.


Não ferra a minha cidade - e nem a minha família.
'Chicago P.D' chegou ao meu conhecimento por dois caminhos. O primeiro através da atriz Sophia Bush, acompanho o seu trabalho desde 2003, como Jensen Ackles, que acompanho seu trabalho desde 2001, sigo Bush em todas as suas empreitadas, e não deixaria essa série de lado, ainda mais depois de sua tentativa fracada no gênero da comédia na finada 'Partners' (2012). O segundo caminho foi através de 'Chicago Fire' (2012) série do produtor Dick Wolf. Vi alguns comentários sobre um spin off derivado da série dos bombeiros de Chicago, eu fiquei curiosa, sempre apreciei o trabalho de crossover e a tentativa de emancipação de um personagem e/ou um grupo 
Chicago PD, seguindo o padrão 'Chicago Fire', a série policial vem com um time de personagens, um ou outro não é explorado ao seu máximo como personagem solo, acabando por figurar como secundário, mas isso não afeta ao andamento do enredo, como seguidor da série, você acaba por esquecer da existência daquele personagem e/ou se questionar se em algum momento ele terá um papel mais importante que só o de funcionário auxiliando no enredo daquele episódio.
O protagonista é o Sargento Hank Voight (Jason Beghe), para quem não sabe, ele é um dos vilões de 'Chicago Fire' que colocou Matthew Casey (Jesse Spencer) em maus lençóis por boa parte da 1º temporada. Visto como um policial sujo e temido por todos os marrentinhos de Chicago, Voight ganha uma segunda chance na polícia, agora de liderar o Departamento de inteligência da Delegacia de Chicago com a sua equipe que figura Antonio Dawson (irmão da Gabriela, também de 'Chicago Fire'), Erin Lindsay, Jay Halstead, Adam Ruzek, Alvin Olinsky e Sheldon Jin. Na delegacia, temos os policiais Kin Burgess, Kevin Atwater e a Sargento Trudy Platt, normalmente eles apresentam o alívio cômico dos episódios e mostram o outro lado da polícia, os dos trabalhos cotidianos, como também do crescimento profissional, já que Burgess e Atwater desejam conquistar uma vaga no Departamento de Inteligencia.
A única regra que Voight recebe do Capitão Hammond é ao conquistar o seu novo posto: Não ir para o lado mal da força. O que é bem difícil para o Sr. Voight ao longo das temporadas, contudo, adianto que ele encontra um meio de utilizar os seus contatos, sem precisar se debandar para o lado negro da força, mesmo que esteja muito tentado a isso.
Os enredos fluem entre grandes casos envolvendo sequestros, prostitutas, colocar agentes disfarçados em lugares perigosos até casos envolvendo gangues e venda de drogas. Um diferencial da série é que episódio ou outro aparece alguém de 'Chicago Fire' ou 'Law & Order', puxando um assunto para um futuro crossover ou até mesmo, concluindo algum assunto tratado em um crossover passado. Isso é primordial sobre essa série: ela está conectada a outras, logo, sempre há um plot que pode surgir em uma dessas séries envolvendo algum dos personagens de 'Chicago PD', então fique de olho. Pode ser apenas 5 minutos de cena, mas pode ser importante para o caminhar de algum enredo. 

Acho importante comentar que o episódio piloto pode ser confuso, muitos personagens, sua maioria desconhecido ao público, um enredo que encontramos em movimento e precisamos acompanhar a corrida para não ficar para atrás. Os 20 minutos iniciais podem ser tediosos e levemente confusos, mas garanto que é temporário, principalmente com a chegada dos minutos finais em que um personagem importante é morto inesperadamente, o que afeta totalmente o grupo de Voight, principalmente Antonio e temos o sequestro do familiar de um outro personagem, o que serve de cliffhanger para o próximo episódio. 
Os próximos 05 episódios são dedicados a apresentar exclusivamente os personagens, suas parcerias no trabalho, relacionamentos amorosos - os que existem fora e dentro do trabalho -, das amizades e familiares. Isso é algo muito explorado nas produções de Dick Wolf, ele gosta de trabalhar com um tema central, exemplo, casos policiais, entretanto, o verdadeiro foco são as relações humanas. E é por isso que ele é um dos melhores produtores de seriados americanos. É isso que o público quer assistir: Vida humana entrelaçada ao cotidiano. Sempre tentando mostrar um tema por episódio que mexe com um dos personagens principais, assim podendo apresentar uma nova camada de sua personalidade, ressaltando histórias de suas vivências e principalmente, a sua moralidade. 
No 1x09 - A Material Witness temos a chegada de um novo personagem, que é claro, cai de paraquedas em Chicago para destruir o controle e soberanidade de Voight. É o Capitão Edwin Stillwell. Ele mexe suas cartinhas e coloca a Detetive Sumners, no lugar vago na Inteligência, sua intenção é ter seus olhos ali, a trabalhar e seguir os passos de Voight, mas é claro, há muito por trás das atitudes de Edwin que como uma pantera está sempre à espreita, apenas aguardando para dar o bote. Adianto que ele tem um papel interessante nessa temporada, sempre encontrado nessa berlinda entre o bem e o mal, Edwin pode ser uma peça importantíssima na próxima temporada. 
Confesso, que no geral, é uma série que tem muito a crescer, mas entrega o que promete: uma boa distração investigativa com um elenco bom e roteiro envolvente.
Tem episódios que algumas pontas ficam soltas, por exemplo, o plot envolvendo Jay e o assassino de seu irmão, para mim, esse tema podia ter sido bem melhor explorado, mas não houve nenhum caso de ponta solta que atrapalhou o entendimento ou te faça reconsiderar se deve dar uma chance ao próximo episódio e desgostar da série, mas são coisas que ao concluir a temporada você se questiona: Hmm, aquilo poderia ter sido melhor explorado/explicado. Como a Season finale. Como o Piloto, a Season Finale ficou muito distante do que se esperava, do que podia ser e do que deveria ser. A série teve ótimos cliffhangers, em pelo menos, uns três episódios, quando chegou na Season finale, eles simplesmente fecharam todas as pontas, o que está correto, mas não deixaram nada de extraordinário a se considerar para a próxima temporada e concluíram assim sua primeira temporada. Lacraram bonito, mas pecaram na falta de incentivo. Não é uma obrigação todas as séries terminarem com um cliffhangers, mas é importante (interessante) terminar com um assunto em aberto para prender o interesse do público, se não, a série caí no esquecimento na mente do espectador, que tem outras 15 séries para acompanhar, logo, não tendo muitos motivos para dar importância àqueles personagens e suas buscas pessoais. 
 
Eu gostei muito da série, os personagens são envolventes, um elenco forte e competente, como uma temática que é deliciosa de assistir, mas essa questão de roteiro/continuidade/temas devem ser melhores desenvolvidos na próxima temporada ou talvez, eu acabe enchendo o saco e congelando a série até que ela melhore - saudações 'The Vampire Diaries' e 'Grey's Anatomy', minhas eternas congeladas.
Melhor episódio: Errr ...
Valeu cada segundo do meu belo dia, Sr. Voight: 1x01 • 1x02 • 1x03 • 1x04 • 1x05 • 1x07 • 1x10 • 1x12 
#NotAmused (Poker Platt Face): 1x06 • 1x08 • 1x09 • 1x11 • 1x13 • 1x14 • 1x15 (Season Finale)
Podia ter dormido sem essa, né, Sr.Voight?: Eba! Estrelinha brilhante para "Chicago P.D".
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